blogzine da chili com carne

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Um convite a tod@s que ainda não perderam esperança pela procura de originalidade na Feira do Livro de Lisboa





Chili Com Carne, Pierre von Kleist Editions, Serrote e STET
juntos pela primeira vez na
Feira do Livro de Lisboa
2017


Quatro projectos editoriais lisboetas juntaram forças e de 1 a 18 de Junho, poderão encontrá-los no pavilhão C39 da Feira do Livro de Lisboa. Unidos sob o nome PvK editions.STET.Serrote.MNRG, o pavilhão estará situado na zona laranja, à direita de quem sobe o Parque Eduardo VII.

Esta união deve-se ao facto de serem entidades que produzem um corpo de trabalho único, sempre com uma postura independente, mas com uma intenção de abranger um publico maior, fora dos nichos tradicionais. Muitos dos livros que editam ou comercializam são transversais a gerações, continentes e culturas, daí que sejam tão bem recebidos a nível internacional e pelo publico nacional dentro das suas áreas especificas de edição (Fotografia, BD, ilustração), mas mais desconhecidos no contexto editorial "mainstream".

Esta iniciativa é uma prova de fogo para ir ao encontro de novos leitores, vão ser 18 dias de animação livreira que enchem o Parque Eduardo VII, este ano com mais BD, fotografia e ilustração!

                                                                                                                                                                                                                             
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Associação Chili Com Carne e a sua irmã MMMNNNRRRG são as enfant-terribles da banda desenhada nacional, não deixando se serem reconhecidas com prémios, se os títulos dos seus livros poderão trazer os momentos mais hilariantes nos altifalantes Parque Eduardo VII os seus livros não deixam de ser menos sérios como os do musicólogo Rui Eduardo Paes que revelou recentemente que a imprensa musical continua a ser homofóbica com o livro Anarcoqueer? Queercore! que irá apresentar dia 4 de Junho na Praça Laranja.

Haverão várias sessões de autógrafos sobre títulos como os QCDA's ou da colecção LowCCCost, ou ainda de Lucas Almeida e André Ruivo.

Lançam ainda dois "split'books", a saber: Corta-e-Cola : Discos e Histórias do Punk em Portugal Punk Comix : Banda Desenhada e Punk em Portugal por Afonso Cortez e Marcos Farrajota, respectivamente; e Deserto e Nuvem de Francisco Sousa Lobo que produziu dois romances gráficos nas suas várias visitas ao Convento de Évora da Ordem dos Cartuxos - padres votados ao silêncio.


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Pierre von Kleist Editions é um dos nomes mais relevantes na edição de fotografia portuguesa contemporânea. Liderada pelos fotógrafos, André Príncipe e José Pedro Cortes, têm feito um importante trabalho na divulgação da fotografia nacional, dentro e fora do país. Desde a reedição do clássico Lisboa, Cidade Triste e Alegre de Victor Palla e Costa Martins até a autores contemporâneos como António Julio Duarte, Pedro Costa, André Cepeda, Daniel Blaufuks ou dos próprios editores.

Destaque para as 3 novas  serigrafias de Daniel Blaufuks, José Pedro Cortes e André Príncipe, além dos descontos e de termos os autores da editora a assinar livros em vários dias ao longo da feira.


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As Publicações Serrote começaram em 2004 pela mão de Nuno Neves e Susana Vilela, quando rumando contra a maré de fecho das tipografias produziram vários cadernos com temas tradicionais e divertidos. Mas não se ficaram por aqui e em 2008 começaram a surgir  livros ilustrados  juntando as tradições Portuguesas com o design contemporâneo, a primeira destas edições é sobre a região do Minho, transformando o desenho do Ponto Cruz  em pixéis. Alargando ao longo dos anos a temática de algumas das edições ao universo didáctico – infantil. Contam hoje com mais de 10 publicações editadas, além de cadernos e cartazes impressos em tipografia.

As Publicações Serrote vão lançar  a Feira do Livro de Lisboa três novos títulos além dos eventos infantis que estão agendados logo a partir de dia 1 de Junho:  All Garb in ExcelA região do Algarve revisitada em ilustrações feita com o Excel, acompanhadas de textos de geógrafos árabes, poetas piratas, botânicos germânicos e coleccionadores de borboletas. Catulo, XV poemas15 poemas eróticos e satíricos redigidos pelo poeta Gaius Valerius Catullus. Traduzidos directamente do latim e ilustrados por Venus Neon. Tonton LuluMais uma aventura dos irmãos Laurinha e Sulivão, que desta vez vão a Paris visitar o seu avô paterno, Bartolomeu Tirapicos, que trabalha como vigilante no Museu do Louvre.


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STET – livros & fotografias é uma livraria especializada em livros de fotografia e edições de autor, aberta em 2011 que participa regularmente em feiras de edições nacionais e internacionais apostando na divulgação de autores Portugueses fora do país. 

Desta vez estreia-se no Parque Eduardo VII representando uma selecção de editoras nacionais e internacionais (MACK, RM editorial, PHREE, Dois Dias, GHOST edicions, HIHIHI, Ideias no Escuro, Patavina, Pierrot le fou, scopio editions, Senhora do Monte, Stolen books ou TIPO.pt, entre outras) e alguns artistas que têm as suas próprias chancelas como a Tiago Batista e Catarina Domingues (Fanzines e Martelos), Joana estrela, Cecila Silveira (Sapata) ou Xavier AlmeidaEstes jovens artistas além de virem dar autógrafos à feira irão participar no projecto  “Um dia, Um livro”, onde cada um construirá (desenho, escrita, colagem, etc.) uma página ao vivo na feira, para uma futura publicação. Além destes autores destacamos também os fotógrafos Rui Dias Monteiro (Prémio Bienal Vila Franca de Xira, 2016) que estará a assinar o livro Sob Cada Erva, edição da STET, e Fábio Cunha (Prémio DocField Dummy Award - Fundació Banc Sabadell, 2016) com ZONA, da editora espanhola Phree.

sexta-feira, 26 de maio de 2017

ccc@festival.de.beja


Vamos estar lá, ao que parece... com o unDJ MMMNNNRRRG!

terça-feira, 23 de maio de 2017

Como ser sócio da Associação Chili Com Carne?

O regime de sócios da Associação Chili Com Carne passa pelo pagamento de uma jóia no valor de 30€ (15€ para menores de 30 anos) e o envio dos seguintes dados para o nosso e-mail: ccc@chilicomcarne.com

_nome
_data de nascimento
_morada
_tlm
_e-mail
_www
_fotografia (um jpg qualquer para fazer o cartão de sócio)

O valor da quota deve ser depositado na conta do seguinte EBAN: PT50003502160005361343153 (swift / bic: CGDIPTPL); ou através de paypal.

Quais as regalias de ser sócio da CCC?
_Oferta do livro Futuro Primitivo, uma antologia de "screwed and chopped comix";
_30% de desconto sobre as edições da CCC;
_30% de desconto sobre as edições da MMMNNNRRRG;
_Desconto sobre outras edições presentes no catálogo online da CCC;
_informação em primeira mão de projectos da CCC;
_apoio a projectos editoriais*.
_descontos no uso do projector de vídeo.


E depois disto?
Passado um ano há um quota a pagar de 10€ e ainda recebe um exemplar d'O Andar de Cima de Francisco Sousa Lobo!



* Apoio a projectos editoriais Ao longo do tempo a CCC tem vindo a definir de forma mais precisa qual a vertente de actividades para a qual está mais vocacionada, sendo que a edição em suporte de papel tem sido aquela que a CCC melhor tem sabido gerir. Os sócios da CCC com projectos editoriais poderão solicitar o apoio no campo da produção, distribuição e promoção. A selecção de projectos será discutida consoante cada caso. Sendo que seja imperativo ler este MANUAL!

Subsídios para MMMNNNRRRG #1 na Nouvelle Livrarie Française

o primeiro fanzine de Art Brut português!!!


Editado por Marcos Farrajota e Joana Pires têm as colaborações de João Bragança (editor do extinto zine Succedâneo), João Mascarenhas (Stealing Orchestra e You Are Not Stealing Records), A.C.P., Manuel Correia, Jucifer, Jakob Klemencic (Eslovénia, ligado à Stripburger), Latrina do Chifrudo, Pakito Bolino (do Le Dernier Cri), uns putos se Sesimbra e Rafael Dionísio para tratar dos seguintes temas: Caretos de Podence, Kurents (da Eslovénia), Moliceiros da Ria de Aveiro, Franklin, o jardim da família F***, Match de Catch à Vielsam, Raw Vision, Metal e Deusa Loira apaixonada por Cradle of Filth 2006.
...
São 128p. 13x20cm a cores, 2 capas diferentes (uma para metaleiros, outra para pessoas normais).
A tiragem foi de apenas 300 exemplares que estão disponíveis na shop online da CCC, Fábrica Features, Casa da AchadaMatéria Prima, Letra Livre, NeurotitanStaalplaatXYZ BooksTigre de PapelBooks & Records Megastore by Largo, N.L.F. e FNAC.
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Historial : versão online lançada a 21 de Julho 2010 ... versão física lançada Janeiro 2011 ...
Feedback : muito interessante publicação, com um artigo bem pertinente e divertido sobre a nossa exposição “Onde Mora o Franklim?” Museu de Etnologia ...

Exemplos de páginas:

ANARCO-QUEER? QUEERCORE! na Tortuga (Disgraça)


O livro mais f.o.d.i.d.o. de 2016!!!

ANARCO-QUEER? QUEERC0RE!
de 

Uma edição 
CHILI COM CARNE / THISCO

com ilustrações e grafismos de 
e capa de

O queercore foi-se esvaziando nos últimos anos, apesar da existência de novas bolsas de liberdade, apesar dos sinais de que a hecatombe do capitalismo pode mesmo acontecer e apesar do nomadismo dos sexos. Muito de bom foi produzido no impulso de enfiar os dedos em lugares quentes e húmidos, mas não será pouco? O hardcore queer ainda resiste, mas resiste porque está na defensiva, porque está fraco. É como se tivesse sido geneticamente programado para falhar. Mas quando ouvimos um estridente feedback dos Apostles e dos Nervous Gender tudo, absolutamente tudo, parece possível… Vamos acreditar que sim, OK?


PVP: 10€ à venda no sítio da Chili Com Carne, Linha de Sombra, Letra Livre, Artes & Letras, MOB, Glam-O-Rama, Livraria do Simão (Escadinhas de S. Cristóvão), Pó dos Livros, Flur, Tasca Mastai, FNAC, El Pep, Bertrand, Tigre de Papel, UtopiaBlack Mamba, XYZ / A Ilha, Tortuga (Disgraça) e Matéria Prima.


ilustração de Astromanta

Historial: entrevista no Bodyspace ... lançamentos a 8 de Abril no MOB 9 de Abril de 2016 na SMUP com apresentações de Daniel Lourenço (Lóbula; poeta, activista queer) e João Rolo (A Lata Music, Música Alternativa; divulgador de rock independente), com mostra de videos de bandas queercore (Nervous Gender, Super 8 Cum Shot, Limp Wrist, The Gloryholes, Shitting Glitter, Lesbians on Ecstasy, Hidden Cameras, The Clicks), DJ sets de Pussybilly (MOB) e Lóbula (SMUP) e concerto de Vaiaapraia e as Rainhas do Baile (SMUP) ... artigo n'Observador ... artigo na Time Out ... reacção de José Smith Vargas ao artigo da Time Out in Mapa Borrado (secção de BD do jornal Mapa)
...










Feedback:
parabéns pela edição do queercore, está alta objecto, o livro!
Bernardo Álvares (dUASsEMIcOLCHEIASiNVERTIDAS, Zarabatana,  Älforjs)

Quase a acabar de ler e foi, sem dúvida, uma agradável surpresa (...) empolgante de ler. A verdade é que aguça a curiosidade e a vontade de saber mais. (...) Daqueles livros que nos fazem olhar para as coisas com outro olhar e em diferentes perspectivas. Aconselho vivamente!
Margarida Azevedo (Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Nova)

Característica fundamental deste livro é o próprio formato físico e a sua paginação atípica, que se aproxima do formato “fanzine”. Numa escolha estética pouco comum (e exemplificativa do espírito rebelde do livro), cada capítulo é paginado e ilustrado por um artista nacional diferente (...) Este é um documento atípico que pode interessar a curiosos que queiram descobrir um universo musical pouco explorado. 
Nuno Catarino in Bodyspace

Bandas como Gay For Johnny Depp (...) ou Tribe 8 entre outras, são retratadas numa narrativa húmida e sem preconceitos.
Luís Rattus in Loud!

ccc@comunicar:design.2017


como já aconteceu no passado vamos lá espreitar as novas produções das Caldas... 
Atenção: só estaremos no dia 23 de manhã!

+ info aqui

segunda-feira, 22 de maio de 2017

O Presidente Drógado apresenta Quatro Dramas de Faca e Alguidar



Este Sábado que passou, finalmente saiu um disco - um vinilo 12" gravado de um só lado - que marca não só o regresso da saudosa Imprensa Canalha como o do Presidente Drógado a edições decentes, isto para quem tem feito uma carreira fonográfica de CD-Rs pobrezitos (excepção prá edição da Burning Desire). Escrevi "edições decentes"? Meus caros, esta edição é a razão porque se compra discos em vinilo.
'Tá Top! É bem capaz de ser a melhor edição em vinilo em Portugal nesta década ou milénio, já não digo melhor edição fonográfica porque ninguém até hoje bateu as edições da Matarroa desenhadas pelo designer Chemega. Capa em serigrafia, textos explicativos da enorme saga de três anos que demorou para sair o disco - o problema principal, é que com a moda do vinilo, as fábricas de discos estão a ignorar os pedidos de editoras mais pequenas.
Baseado num caderno antigo do século XIX descoberto pelo João Bragança (Succedâneo) que contava uma estória de drama e crime, foi dado o mote para uma pequena recolha im-popular de "murder ballads" em que o Drógado é perito. As gravações vão de 2008 a 2015 e inclui excelentes participações de Patrícia Filipe (com quem partilham o projecto Come-se a Pele), Filipe Felizardo e Rita Braga - que várias vezes apareceu marciana em concertos e gravações do Drógado.
Advertência aos fãs agarrados: as músicas do Drógado neste disco são "dark" e mais trágicas que cómicas, o que poderá fazer algum choque a quem espera apanhar letras irónicas sobre o consumo de estupefacientes ou os clichés da vida contida de Rock'n'Roll deste Lou Reed de Linda-A-Velha. Há um tom de seriedade que casa com o grafismo do disco em perfeição. O simples facto de se colocar o disco na aparelhagem e ouví-lo à medida que se consulta os textos percebe-se que estamos num mundo Pop em estado de "slow food", há que apreciar isto com calma e gosto. Há o espectro "trash" que paira no disco, claro, afinal falamos de baladas populares e que até são descobertas literalmente no lixo mas é daquele "trash" que foi transformado em luxuo e será guardado para sempre nas prateleiras dos doze polegadas...
Parabéns Zé!

domingo, 21 de maio de 2017

Tentativa Punk!

remix de desenhos de Vicente (9-11 anos) para capa de um dos livros
Sai em Junho na Feira do Livro de Lisboa - pavilhão C39, fixem lá isso! - dois livros em um, ou seja um split-book, bem à punk! E é isso mesmo, sobre o Punk: Corta-e-Cola : Discos e Histórias do Punk em Portugal por Afonso Cortez Punk Comix : Banda Desenhada e Punk em Portugal por Marcos Farrajota.

O livro será acompanhado por um CD que reúne faixas exclusivas de Grito!, Mandrake, Albert Fish, Melanie Is Demented, Dr. Frankenstein, The Dirty Coal Train, Putan Club, Presidente Drógado com Banda Suporte, FDPDC, GG Allin´s Dick, dUASsEMIcOLCHEIASiNVERTIDAS e Estilhaços Cinemáticos (Adolfo Luxúria Canibal, António Rafael, Henrique Fernandes e Jorge Coelho).

O livro vai entrar para gráfica esta semana!

sexta-feira, 19 de maio de 2017

MUSCLECHOO - SIDE STORY FILE 001 - TRUMP CARD @ Ler BD



After finding an underwater base at Water Moon Sigma 14-B, Musclechoo goes inside and loses contact with Iris and then it starts to get really weird…

Musclechoo makes a comeback on a new book drawn between August 2014 and December 2016. For fans of Fort ThunderGhost in the Shell and Trading Card Games.
80 pages. 16x21cm. Offset printing. Perfect bound. 333 copies. Co-published by Chili Com Carne and Ruru ComixSupported by IPDJ.

Buy @ Chili Com Carne online shop, Ruru Comix, Letra LivreBdMania, Linha de Sombra, Tasca Mastai, Artes & Letras, Blau (Fac. Arquitectura de Lx), Tigre de Papel, Mundo Fantasma, Utopia, Fatbottom Books, Le Monte-en-l'air, Black Mamba, Inc, Pó dos Livros, Matéria PrimaMOB and Bertrand. Soon @ Matéria Prima,...

Feedback: 
Se (...) Livros de bonecos é que é a vossa cena. Pois bem, não percas tempo. A Chili Com Carne acaba de editar a nova BD de Rudolfo, Trump Card. É o primeiro livro a solo do autor e nele encontram a sua personagem fétiche, Musclechoo, embrenhado numa aventura bem esquisitinha. Como vocês gostam. Ambos os dois. Seus tarados!Vice Portugal 
...
I already read Musclechoo and liked it. Actually I loved drawings and characters in it. Do you have any idea is it possible to find earlier zines? (...) there is some kind of collection coming but still. I fancy to own those original zines. They are looking really good in photos google found. - Marko Turunen
...
Trump card was some good shit indeed... A total teenage action comic fantasy. The violent/gore bits are the best, for real. Those stiff action panels are awesome. Idk if that was the idea, but those moments felt a lot like Prison Pit. - Héctor Cimbrón ... Trump Card ganha uma desenvoltura diferente (...) foi totalmente improvisado na sua “escrita” e “desenho preparatório” (...) uma espécie de mistura de Magic the Gathering, Pokemon, MMORPGs e sabe Deus Nosso Senhor mais o quê numa sopa tão pouco credível como certamente satírica. Com efeito, é difícil não ver em Trump Card um exercício de deboche sarcástico em torno de toda uma linha de cultura popular, de Star Trek a novos jogos digitais, mas ao mesmo tempo mostrando algum gosto por essa mesma cultura. (...) Apesar do título ter tudo a ver como o jogo de cartas, e aparecer uma espécie de “tirano sapo” obcecado com sexo, não deixa de haver uma ideia de explorar a actualidade política internacional. Mas ir por aí é como patinar num sabão em chão de mármore. Todo o cuidado é pouco e equilíbrio, nenhum. Uma espécie de Image dos pobres, em que a verve daquela editora norte-americana em revisitar e revitalizar toda uma série de géneros clássicos, mas com os instrumentos imediatos e de pêlo da venta do punk (8-bit breakcore, entenda-se) zinesco, Musclechoo deve estar mesmo para ficar. Deus nos acuda. - Pedro Moura - Ler BD

quinta-feira, 18 de maio de 2017

BRUMA de AMANDA BAEZA na Tigre de Papel

El deslumbrante debut de Baeza (...) Autobiografía de vanguardia para el siglo XXI. 
The Watcher
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un estilo y una narrativa subversiva en la que la artista (...) utiliza el humor, juega con la ironía y desarrolla un discurso en el campo social y político que la propia autora ha decidido bautizar como activismo visual.
Cactus
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Amanda Baeza nasceu em Lisboa, em 1990, cresceu no Chile e regressou a Portugal com 10 anos. Talvez seja por ter crescido entre dois hemisférios que haja quem diga que os seus desenhos vêm de outro mundo.

No entanto sabemos que as bandas desenhadas seleccionadas neste volume baseiam-se em eventos e sentimentos reais. O seu grafismo tem tanto de assertivo como de mutante e é na fusão com as palavras que nos surgem estas originais narrativas e poesias visuais.

Baeza actualmente reside em Lisboa e desde 2012 que trabalha para várias publicações internacionais. Bruma compila quase duas dezenas de histórias, a maior parte delas inéditas em Portugal, uma delas com texto de Pedro Moura.

Já se encontra à venda na nossa loja em linha e na Linha de Sombra, Letra Livre, Artes & Letras, Blau (Fac. Arquitectura de Lx), MOB, A Ilha, Pó dos LivrosBdMania, Matéria PrimaTasca Mastai, STET, Tigre de Papel, Bertrand, FNAC e Mundo Fantasma.









10º volume da colecção Mercantologia
160p. 15x21cm a cores, edição brochada
edição apoiada pelo IPDJ

Sairam entre o final de 2016 e juntamente com esta edição, um livro em castelhano pela Fulgencio Pimentel - Nubes de Talco (128p., formato 17x24cm) - e em inglês pela letã kuš! - Brume (116p., formato A5). Na realidade isto foi uma parceria entre os três editores para reunir o trabalho desta estimada autora sendo a edição portuguesa a mais completa, a espanhola a mais bonita e a inglesa a mais universal.
:)

Dankas very muchas Cesar & David!

;.;

sobre o livro:

Apresentado oficialmente no dia 26 de Março 2017 na Feira Morta na Estrela (Lisboa) com uma exposição dos trabalhos da autora.
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Quando a maioria das obras de banda desenhada portuguesa editadas anualmente é distribuída por canais alternativos às livrarias e aos pontos de venda de periódicos (...) cabe ao leitor interessado fazer um esforço extra para acompanhar as obras dos autores que lhe interessam, sem garantias absolutas de sucesso nesta demanda. A sua exposição reduzida implica que sejam lidas e analisadas por poucos, correndo o risco da memória histórica nem sempre as considerar. Foi a pensar em tal, que a Chili Com Carne concebeu a sua série Mercantologia, dedicada à reedição de “material perdido”. O seu 10.º volume (...) não poderia simbolizar mais o propósito da coleção. Amanda Baeza é uma das mais interessantes e prolíficas autoras nacionais – com o devido respeito à sua origem chilena – cuja obra mui raramente chegou às livrarias e, nesses poucos casos, sempre em antologias de vários autores. A acrescentar ao nem sempre fácil acesso ao mundo dos zines e demais edição independente, Baeza tem sido publicada em diversas línguas e países, por vezes com material inédito em Portugal. Por tudo isto, uma antologia dedicada à obra de Baeza era imperativa há já algum tempo e finalmente os leitores interessados poderão conhecer um importante conjunto de bandas desenhadas representativo do seu trabalho. Bandas Desenhadas
...
Foda-se, este livro é mesmo bom. Para além de ser um assombro, de ser bonito - coisa rara na Era Irónica -, para além de ser o melhor que a BD pode ser, para além de ser um livro em que se sente o que se está a ver como se fosse um deleite déjà-vu, é um livro que deve ser aberto quando precisamos de nos relembrar ocasionalmente de que somos humanos. Obrigado, Amanda Baeza. Filipe Felizardo

Uma compilação de quase duas dezenas de histórias, grande parte inéditas em território nacional, muito "focadas em temas sociais", conta a jovem de 26 anos ao P3. E "muito íntimos" e biográficos. (...) uma brevíssima BD em que Amanda fala da sua experiência ao chegar a Portugal e do "estigma" que enfrentou desde criança como imigrante. "Embora as ruas tenham um ambiente multicultural, é por trás de quatro paredes que as pessoas expressam todos os seus medos e preconceitos", lê-se, num dos balões. O traço tem sempre algo de mutante e alienígena, quebrando as barreiras tradicionais da BD ("Tenho muito a influência do design e, como não estudei banda desenhada, quebro muito a estrutura") e, hoje em dia, dando especial importância à cor ("Não é apenas decorativo, é outra linguagem"). P3 / Público 

Aquilo que é salientado, em primeiro lugar, é o campo magnífico visual em que Amanda Baeza trabalha. Há aqui um felicíssimo encontro entre uma figuração ultra-estilizada e uma liberdade dos espartilhos estruturais mais clássicos da banda desenhada que a lança a vários experimentos de organização do campo visual, da estruturação narrativa, da concatenação de linhas divergentes, modos de atenção, etc.(...) A re-descobrir de um modo sustentado ou como primeira apresentação, Bruma, esperemos, será um gesto de introdução de uma autora com uma voz particularmente original Pedro Moura in Ler BD

(...) Amanda consegue fazer um trabalho perfeitamente perturbador. Tiago Baptista in Cleópatra #10

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Sobre a edição espanhola: Las escenas no responden a una lógica, porque Baeza parte de una certeza que muchos otros autores autobiográficos soslayan: los hechos tal y como sucedieron se han perdido para siempre y son irrecuperables. ¿Qué queda, entonces? Las emociones, las imágenes deformadas tras años de anidar en nuestro cerebro, a veces algo inconexas. Baeza no reconstruye lo que pasó, sino la impronta que dejó en ella. Es una autobiografía emocional, por inventar algún palabro que alcance a explicar un poco su trabajo. The Watcher

Sobre a edição em inglês: They experience a broad range of nuanced emotions, but they also seem to be completely untethered to our world of muddled pop-cultural references and political worries, as well as a little more physically amorphous than earthly people. Rookie